A Comissão Permanente de Defesa da Cidadania da Câmara de São José do Rio Preto realizou audiência pública na noite de 9 de março. A reunião debateu a situação de rede de abastecimento de água e do esgotamento sanitário nos loteamentos regularizados do município. Moradores de diversas estâncias cobram rede de esgoto em seus bairros.
O encontro foi coordenado pelo vereador João Paulo Rillo (PT), presidente da Comissão de Cidadania, e contou com a participação de Pedro Roberto Gomes (Republicanos), membro do colegiado. Marcaram presença na audiência moradores de estâncias como Ponte Grande e São Pedro/Vila Azul.
O vereador Pedro Roberto apontou que, em propaganda, o governo municipal afirma que Rio Preto tem 100% do esgoto tratado. Contudo, o parlamentar destaca que inúmeros loteamentos regularizados ainda não têm acesso ao serviço. A Comissão de Cidadania quer saber qual o planejamento e a programação do Semae (Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto) para solucionar esse problema o mais rápido possível. “As fossas estão no limite na Estância Santa Inês, na Santa Maria. A gente pede uma programação, uma perspectiva sobre o início dos trabalhos”, disse Pedro Roberto.
Jorge Nunes, tesoureiro da associação que representa a Estância Ponte Grande, deu seu depoimento na reunião. “A gente precisa do esgoto. A gente precisa de melhorias.” Ele também pediu mais diálogo com a autarquia que cuida do saneamento na cidade: “A gente gostaria que o Semae atendesse as associações de moradores.”
A condição dos piscinões (reservatórios projetados para armazenar temporariamente águas pluviais) na cidade também foi tema de discussão na audiência. Os parlamentares que integram a comissão buscam explicações sobre a falta de limpeza nesses locais. “Tem piscinão que virou uma verdadeira floresta”, salientou Pedro Roberto.
Guilherme Duran, embaixador em Rio Preto do projeto Lixo Zero, foi à audiência em busca esclarecimentos sobre os trabalhos preventivos que o Semae executa para evitar casos de entupimentos da rede de esgoto. Para ele, falta fiscalização para identificar ligações irregulares na rede. “Vamos buscar essas respostas em audiência ou em diligência no Semae”, pontuou Rillo.
Até mesmo a situação de empresas terceirizadas que prestam serviço ao Semae foram citadas. Duran apontou condições precárias de trabalho. Rillo informou que situações envolvendo assédio moral e violação de direitos trabalhistas poderão ser tratadas na Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga as empresas terceirizadas e também na nova CEI, dedicada a apurar situações de assédio contra servidores.
Ausência
O superintendente do Semae, Rodrigo Carmona, foi convocado para a audiência, mas não compareceu. “Vamos solicitar que o presidente da Câmara tome providências diante desse desrespeito à Casa Legislativa”, afirmou Rillo.
Publicado em: 09/03/2026 20:02:14