A Comissão Permanente de Defesa da Cidadania realizou reunião pública para debater gasto de R$ 64 mil com manutenção da escultura Dona Capi três meses depois que ela foi doada ao município pelo artista Fernando Fachini - contratado para refazer o reparo. O artista, que participou da reunião, explicou que inicialmente a escultura da capivara seria apenas uma peça de decoração, mas que em decorrência da popularidade alcançada pela obra, se transformou numa monumento, e por isso precisou ser "reforçada". "Quando fiz a doação, ela tinha cerca de 250 quilos. Com o reforço adicionei cerca de 500 quilos, ele ficou com 900 quilos. A foi aplicada uma resina para se tornar imune a vândalos. O valor foi todo para comprar esse material", explicou.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Marques, disse que não foi realizada licitação para escolha do artista para a restauração pois o valor permite a compra direta. "A empresa do artista se enquadra no perfil legal, estamos amparados", disse o secretário, que garantiu não haver previsão de novas manutenções. "Não há previsão, mas fica em espaço aberto. A Guarda Municipal tem feito rondas", afirmou. Os vereadores João Paulo Rillo (PT) e Pedro Roberto (Republicanos) questionaram o secretário se outros artistas teriam sido consultados tanto para fazer a obra original quanto para o reparo. O secretário disse que sim, mas não indicou quem teria sido consultado.
Os vereadores reafirmaram que em nenhum momento os questionamentos se referem à qualidade do artista responsável, mas sim o "método" adotado. "O artista doou e três meses depois a Prefeitura gastou R$ 64 mil. Estamos cuidando do dinheiro público", disse Pedro. Rillo afirmou que diante das inconsistência vai levar o caso para apuração do Ministério Público.
Publicado em: 11/05/2026 16:32:36