Evento foi organizado pela Comissão Permanente de Defesa da Família e da Vida
21 de fevereiro de 2026 - Categoria: Notícias da Câmara
A Comissão Permanente de Defesa da Família e da Vida realizou neste sábado (21/02) uma audiência pública para debater a situação do aborto no país, bem como a saúde física e mental das mulheres decorrentes desse ato. A audiência foi comandada pelo presidente da Comissão Permanente, vereador Felipe Alcalá (PL), que foi acompanhado do membro da Comissão, vereador Odélio Chaves (Podemos) e do suplente Marcelo Renato (Novo).
Também compuseram a mesa, o coordenador da Comissão Arquidiocesana em Defesa da Vida, Valdir Bonhin, o médico ginecologista e obstetra Henrique Shinomata, o professor Lucas Belussi e de Célio Torres Junior, graduado em filosofia, além do ex-vereador e ex-presidente da Câmara, Jean Charles Serbeto.
Bonhin contou um pouco da história dos tratados de direitos humanos, de alguns métodos contraceptivos e da legalização do aborto em alguns países. Já Belussi falou sobre o debate do início da vida e sobre uma nova discussão que pretende legalizar o aborto até os 9 meses de gestação. "Há uma discussão de quando começa a vida. Eu sou cristão e acredito que a vida começa na concepção. A gente pode entender uma discussão biológica sobre quando começa a vida. Sempre se justificou o aborto nos primeiros meses porque ainda não existe a vida. Depois do sexto mês de gestação, que o feto tem viabilidade e vai viver fora do útero, não se tem sentido em falar sobre aborto, mas sim de um homicídio e de um crime contra a humanidade", afirmou.
Célio Torres Junior falou sobre a evolução da legalização do aborto no país e apresentou casos registrados no Brasil e falou sobre o debate que está acontecendo no Supremo Tribunal Federal relacionado a assistolia fetal. “O Brasil é um país de pessoas que acreditam na vida, que acreditam que a vida deve ser preservada”, concluiu.
Para Jean Charles Serbeto, esse tipo de evento é importante porque traz conhecimento. “A gente só vai se envolver nas causas quando tiver informação e puder ser multiplicador disso. Essas falas de hoje vem despertar em cada um de nós a vontade de buscar mais informações sobre os temas de fontes seguras”, disse.
O obstetra Henrique Shinomata explicou o procedimento da assistolia fetal, que causa sintomas como os de um infarto no feto e também falou sobre sequelas que muitas mulheres tem tido ao utilizar anticoncepcionais e a pílula do dia seguinte.
O presidente da Comissão, Felipe Alcalá, falou sobre a importância de se manifestarem. “Se nós não ocuparmos nossos espaços, outras pessoas vão ocupar. Precisamos nos posicionar. Os defensores do aborto não perdem uma oportunidade de falar sobre o tema, nós também precisamos nos posicionar”.
A audiência foi encerrada com uma benção do padre Felipe, da Canção Nova, que esteve presente durante todo o evento.
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Publicado em: 21 de fevereiro de 2026
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