Rosicler disse que objetivo é aperfeiçoar qualidade de ensino; vereadores e educadores questionam
11 de maio de 2026 - Categoria: Notícias da Câmara
A Comissão Permanente de Educação da Câmara de Rio Preto, presidida pelo vereador Júlio Donizete (PSD), realizou audiência pública para debater contrato de R$ 15 milhões entre a Secretaria de Educação e a empresa Mavie Representações Ltda, do Rio de Janeiro, para fornecimento de material didático e "material digital voltado a fluência leitora." Segundo a secretária Rosicler Quartieri, "não se trata só de compra de livro, mas implementação de estrutura mais robusta, material didático além de plataforma de dados para avaliações periódicas". "2017 foi o último ano que alcançamos o índice no Ideb. Apenas 57% das crianças estão saindo do Ensino Fundamental alfabetizadas. Nossa meta é 65%. Então, essa plataforma, esse material, vai nortear nosso trabalho", afirmou, respondendo diversos questionamentos de vereadores e educadores.
Participaram da audiência os vereadores João Paulo Rillo (PT), Pedro Roberto (Republicanos) e Bruno Moura (PL), além de representantes da Atem e professores. Os principais pontos atacado pelos vereadores e educadores em relação ao gasto de até R$ 15 milhões foi a falta de licitação e consulta ao Conselho Municipal de Educação, que é deliberativo, a estrutura precária de escolas além de falta de recursos para aperfeiçoamento da educação especial. A secretária explicou que a meta com esse projeto é melhorar os índices de educação e recuperar a qualidade do aprendizado. "Houve um chamamento e duas empresas apareceram. Houve avaliação da equipe técnica e a estrutura pedagógica é potente", disse ele, que afirmou ainda que, apesar do valor global ser R$ 15 milhões, "não quer dizer que vamos investir isso. É um registro de preços com previsão de gasto de até R$ 15 milhões." A secretária disse ainda que o material vai permitir "observar onde estamos errando, que as crianças estão saindo do Fundamental sem saber ler e escrever."
Rillo na sua fala citou que o objeto principal de atuação da empresa seria a construção civil e comércio de joias, ao que a secretária disse que desde maio de 2024 a atividade principal da empresa foi mudada para comércio de livros. Rillo disse ainda que suspeita de "corrupção" e "negócio" nesse contrato, e falou em propor a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito e denunciar o caso ao Ministério Público. Uma nova audiência deverá ser chamada para aprofundar o tema e debater outros, como falta de uniforme, estrutura física das escolas bem como educação inclusiva e especial.
Na audiência, a secretária foi questionada ainda sobre atraso na entrega dos uniformes escolares e garantiu que eles serão totalmente entregues até o dia 22 deste mês.
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Publicado em: 11 de maio de 2026
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