Audiência na Câmara debate segurança hídrica

Técnicos do Semae dizem que é necessário buscar novas fontes de captação de água, como o projeto do Rio Grande avaliado em quase R$ 1 bi


15 de maio de 2026 - Categoria: Notícias da Câmara


As Comissões Permanentes de Defesa da Cidadania e do Meio Ambiente realizaram na Câmara Municipal de São José do Rio Preto audiência pública na tarde desta quinta-feira (14/05) para debater os desafios da segurança hídrica e os caminhos para ampliação da capacidade de abastecimento de água.

Os vereadores João Paulo Rillo (PT) e Pedro Roberto (Republicanos) comandaram a discussão, que teve como maior foco o projeto do Semae de captar água no rio Grande, em Fronteira, a uma distância de aproximadamente 50 quilômetros. Um dos principais impasses debatidos na audiência, além de real necessidade de buscar água no rio Grande, é o custo da obra, estimado em cerca de R$ 1 bilhão. Para financiar o projeto, o governo anterior, de Edinho Araújo (MDB), aprovou um financiamento de R$ 645 milhões junta à Caixa Econômica Federal. O restante seria financiado pelo próprio Semae.

Participaram do debate representantes do Semae, especialistas em recursos hídricos, técnicos na área e membros da sociedade civil. Por parte da autarquia, falaram o assessor chefe de gabinete, Estevam Pietro; o diretor geral de gestão, ⁠Ibrahim Karam; o geólogo Paulo Perosa e a engenheira Jaqueline Freitas. Os técnicos do serviço de águas foram categóricos em dizer que em 10 anos a cidade começará a sofrer com racionamentos e escassez. “Não é como se a gente fechasse uma torneira de repente e acabasse a água. É um gradual, sem uma nova fonte o abastecimento vai ser comprometido. A população terá que passar por sistemáticos cortes de água, cada vez mais frequentes”, explicou a engenheira Jaqueline.

O geólogo Paulo Perosa reforçou que os poços de captação dos aquíferos Bauru e Guarani estão com seus níveis cada vez mais baixos e sem capacidade de recarga suficiente para repor o quanto a cidade consome de água.  

O presidente da Comissão de Cidadania, João Paulo Rillo (Psol), concorda que é preciso pensar em novas fontes de captação e distribuição de água, mas considera que existem alternativas a financiamentos milionários. “Temos que debater o como vamos fazer isso. Sem endividar a cidade, com um projeto que seja viável para o tamanho desta obra.”

Além dos técnicos do Semae e da sociedade civil, que pôde se manifestar, participaram do debate o biólogo Arif Cais, o representante da UFSCar Rio Preto Danilo Giroldo, o deputado federal Rui Falcão e o vereador Odélio Chaves


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